O TDAH costuma ser lembrado pela hiperatividade infantil, mas em adultos o quadro pode aparecer de outras formas. Desorganização, dificuldade de manter o foco, impulsividade, problemas com tempo, procrastinação e dificuldade de concluir tarefas podem ter impacto importante na vida acadêmica, profissional e nos relacionamentos.
Diagnóstico não é feito por um único teste
A avaliação é clínica e considera história de desenvolvimento, presença dos sintomas em diferentes contextos e prejuízo funcional. Quando necessário, informações de familiares, documentos escolares e outros dados podem ajudar a reconstruir a trajetória dos sintomas.
Testes psicológicos e outras avaliações podem complementar o processo, mas não substituem a análise clínica.
Tratamento pode envolver diferentes profissionais
Em muitos casos, o cuidado combina acompanhamento médico e psicoterapia. A decisão sobre medicação é individual e deve ser discutida com o médico responsável. Na psicoterapia, o foco costuma ser o manejo dos efeitos do TDAH no cotidiano.
Planejamento e organização
Listas, calendários e divisão de tarefas em passos menores não são soluções mágicas. Funcionam melhor quando são adaptados ao modo real como a pessoa trabalha. O objetivo é criar sistemas externos que reduzam a dependência de memória e motivação momentânea.
Distratibilidade
Uma estratégia é dividir atividades longas em blocos compatíveis com o tempo de concentração disponível, reduzir fontes previsíveis de distração e criar uma forma simples de registrar interrupções para retornar à tarefa principal.
Reestruturação cognitiva
Anos de dificuldade com atrasos, esquecimentos e desempenho inconsistente podem produzir crenças negativas. A pessoa pode concluir que é preguiçosa, irresponsável ou incapaz. A TCC ajuda a diferenciar o problema de funcionamento das conclusões globais sobre valor pessoal.
Resolução de problemas e automonitoramento
Outras estratégias incluem treino de autoinstrução, resolução de problemas, planejamento, monitoramento de comportamentos, manejo da impulsividade e organização de rotinas que incluam trabalho, estudo, descanso e lazer.
Referências
- Pereira, A., & Mattos, P. (2011). Tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. In B. Rangé, Psicoterapias cognitivo comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. Artmed.
- Bieling, P. J., McCabe, R. E., & Antony, M. M. (2008). Terapia cognitivo comportamental em grupos. Artmed.


