Cognitivo Comportamental – Brasília

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TCC no Transtorno do Pânico e Agorafobia


Transtorno do pânico é um transtorno de ansiedade que envolve ataques de pânico inesperados (4 a 13 sintomas físicos e/ou cognitivos, como medo de morrer, desmaiar…). Com frequência é acompanhado por agorafobia e geralmente co-mórbido com outros transtornos de ansiedade, depressão, hipocondria, abuso e dependência de álcool e transtornos de personalidade esquiva, dependente e histriônica. Pessoas com pânico relatam maior taxa de sintomas gastrintestinais em comparação com indivíduos sem o transtorno.

 

Os modelos Cognitivo-comportamentais do Transtorno do Pânico dão importância central no papel da cognição no desenvolvimento e na manutenção do pânico (temor de sensações de ansiedade, atenção a sensações físicas e cognições relacionadas a ameaças).

 

 

Sensibilidade a Ansiedade

É a tendência a fazer interpretações catastróficas dos sintomas físicos. Evidencias sugerem que a sensibilidade à ansiedade prediz vulnerabilidade ao Transtorno do Pânico.

 

 

Atenção às Sensações Físicas

 Indivíduos com transtorno do Pânico apresentam aumento de atenção às sensações físicas.

 

 

Cognições Relacionadas a Ameaças

Pensamentos catastróficos, expectativas de perigo, vieses no processamento das informações, crenças subjacentes acerca do controle pessoal e tendência a superestimar seu nível de medo quando antecipam situações de exposição.

Principais características comportamentais que contribuem para a manutenção do transtorno do pânico incluem evitação, fuga e comportamentos de segurança.

A TCC visa aumentar a consciência dos participantes relativa à avaliação das sensações corporais associadas ao ataque de pânico, focalizando nas interpretações das sensações físicas e situações testadas por meio de diálogos e experimentos.
Uma comparação entre TCC, farmacoterapia e placebo mostrou que a TCC e a farmacoterapia são ambos mais eficazes do que placebo, entretanto se comparado as outras duas modalidades, a TCC apresenta menor risco de desistência terapêutica, risco mais baixo de recaídas e as evidências que sugerem efeitos mais duradouros após a descontinuação do tratamento.

Os principais componentes da TCC para o tratamento do transtorno do pânico são:

 

Psicoeducação

Informações sobre os ataques e a natureza do transtorno do pânico são essenciais para a redução da ansiedade, o terapeuta demonstra o material de forma interativa utilizando descoberta guiada, questionamento socrático.

 

Estratégias Cognitivas

As interpretações inadequadas das sensações corporais são importantes no desenvolvimento e na manutenção do pânico. O terapeuta encoraja o paciente a questionar pensamentos que antecedem momentos de ansiedade, com o intento de revisar as distorções cognitivas, como catastrofização e superestimação da probabilidade. Estratégias cognitivas diferentes são utilizadas no tratamento para desafiar os pensamentos ansiosos e encorajar avaliações mais realistas (busca de evidências, análise da relação custo-benefício, experimentos comportamentais…).

 

Estratégias baseadas na exposição

 Ajudar os pacientes a confrontarem gradualmente situações e sensações físicas temidas por meio de imaginação ou in vivo, até que a redução do medo seja alcançada.

 

Estratégias de tratamento adicionais conforme necessário

A adição de estratégias extras no tratamento pode se fazer necessário, podendo ser ministrada individualmente, como por exemplo, treino de respiração, relaxamento, educação dos membros da família, sessões para conflitos conjugais, dentre outras.

 

 

Júlio Alves


Bibliografia

Bieling, P. J., Mccabe, R. E., & Anotony, M. M. (2008). Terapia cognitivo-comportamental em grupos. Porto Alegre: Artmed.
King, A. L. S., Valença, A. M., Melo-Neto, V. L. d., & Nardi, A. E. (2007). A importância do foco da terapia cognitivo-comportamental direcionado às sensações corporais no transtorno do pânico: relato de caso. Revista de Psiquiatria Clínica, 34, 191-195.
Manfro, G. G., Heldt, E., Cordioli, A. V., & Otto, M. W. (2008). Terapia cognitivo-comportamental no transtorno de pânico. Revista Brasileira de Psiquiatria, 30, s81-s87.

 

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